quarta-feira, 3 de junho de 2015

1977 - A GRANDE INJUSTIÇA !


E O SÃO PAULO FOI CAMPEÃO !






A crítica esportiva fazia coro uníssono durante o Campeonato Brasileiro de 1977: "O São Paulo é a zebra". Afinal, o clube havia terminado o Paulistão daquela temporada em 3º lugar e o bicampeão Internacional, de Falcão, o Atlético Mineiro, de Cerezo, o Fluminense, de Rivellino e o Flamengo, de Zico, eram mais cotados ao título.


Contudo, quem entrou em campo naquele dia 5 de março de 1978 para enfrentar o Atlético Mineiro, favorito na final do Campeonato Brasileiro de 1977, foi o Tricolor. 


ATLÉTICO MINEIRO 0 X 0 SÃO PAULO


Data:05.03.1978 
Local; Estádio Mineirão
Árbitro: Arnaldo David Cezar Coelho
Renda: CR$ 6.857.080,00

Público: 102.974 pagantes
Tempo normal: 0 x 0; Prorrogação: 0 x 0; 
Pênaltis: 3 x 2 para o São Paulo.
São Paulo: Waldir Peres; Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão (capitão), Teodoro (Peres) e Darío Pereyra; Viana (Neca), Mirandinha e Zé Sergio. Técnico: Rubens Minelli.
Atlético: João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir, Toninho Cerezo, Ângelo e Marcelo (Paulo Isidoro), Serginho, Caio (Joãozinho Paulista) e Ziza. Técnico: Barbatana.


O Mineirão estava em ebulição com 102.974 pessoas. O Galo decidia o título em casa, em um jogo único, pelo fato de ter melhor campanha acumulada nas fases anteriores.


O clima nos bastidores era tenso. Se o São Paulo não teria Serginho, suspenso pelo STJD, o Atlético não teria também Reinaldo, pelo mesmo motivo. A guerra psicológica foi adotada por ambos os lados e ameaças de efeitos suspensivos eram as pautas do dia. Rubens Minelli então ousou, mandou que, de última hora, Serginho fosse à Belo Horizonte com o restante do grupo e que aparecesse no vestiário paramentado com o uniforme de jogo. Foi aquele alvoroço! A imprensa achou que o Tricolor havia de fato conseguido o efeito suspensivo.


Desconcentrados pelo diz-que-me-diz dos corredores, os mineiros subiram ao campo e foram surpreendidos pela melhor postura dos jogadores do São Paulo, que tiveram as melhores chances de gol durante o jogo: Viana acertou o travessão durante o tempo regulamentar e o zagueiro Márcio salvou em cima da linha um cabeceio de Chicão, na prorrogação.


Como o placar não foi alterado no tempo regulamentar, a decisão seria então sob a pressão dos pênaltis. O primeiro a bater foi o tricolor Getúlio, ex-jogador do Atlético. Resoluto, correu devagar, tocou forte na bola, mas veio a defesa de João Leite. A decisão não começou bem para o São Paulo...


Foi a vez, então, de Toninho Cerezo bater, apoiado por mais de cem mil vozes aos gritos de "Galô, Galô, Galô". Chutou, chutou alto, acima de Waldir Peres, acima do travessão: para fora!


A esperança tricolor de sair à frente agora estava na cobrança de Chicão, o capitão do time, o "Deus da Raça" são-paulino. Chicão correu e... escorregou. João Leite defendeu. O título parecia escapar por entre os dedos... Ziza colocou o time de Minas à frente. Peres depois empatou, 1 a 1. Alves recolocou, a seguir, o Atlético na liderença.


Antenor, na sequência, acertou o gol para o Tricolor. Se Joãozinho Paulista marcasse a cobrança seria muito difícil para o São Paulo recuperar. Waldir Peres então se destacou, herói, quando o adversário ajeitava a bola para a cobrança: deixou sua meta e foi ter-se com ele, tirou a bola do lugar e o provocou. 


Rendimento nos pênaltis:

  • Getúlio - perdeu (João Leite) / Toninho Cerezo - perdeu (por cima)
  • Chicão - perdeu (João Leite) / Ziza - gol
  • Peres - gol / Alves - gol
  • Antenor - gol / Joãozinho Paulista - perdeu (cima)
  • Bezerra - gol / Márcio - perdeu (por cima)


Pressionado, Joãozinho mandou a bola nas alturas e manteve o empate...
Bezerra, são-paulino, marcou o seu. 


Que virada! Que reviravolta na decisão. Agora Márcio, aquele que salvara o galo durante a partida, teria a responsabilidade de manter o Atlético vivo na disputa.





 Waldir Peres então pegou pesado: deu um tapinha nas nádegas do zagueiro como se o eximisse da responsabilidade - o que obviamente teve o efeito contrário.

 Cobrança executada e... Novamente, bola lá em cima, fora do gol!
Chicão ergueu a taça e o São Paulo assim sagrou-se Campeão Brasileiro pela primeira vez.
 A primeira de muitas vezes do maior campeão da competição. Um bom retrospecto para aquele que largara como zebra... Uma zebra tricolor.






FONTE DAS IMAGENS

http://www.saopaulofc.net/
jovempan.uol.com.b
Revista Placar (Editora Abril)
Manchete Esportiva (EditoraBloch)
Gazeta Press


FONTE DOS TEXTOS

http://www.saopaulofc.net/

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